Ordem ritualística de abertura

A abertura de cada gira no terreiro Raízes de Aruanda segue uma ordem fixa. Este texto é o canhoto da Curimba e também referência para os filhos da casa: o procedimento ritualístico executado antes do trabalho das linhas.

  1. Saudamos a matriarca — ou, em sua ausência, o patriarca.
  2. Cantamos para a defumação e para a entrada dos demais filhos, nesta ordem:
    • egbomis;
    • yawos;
    • abians.
  3. Cantamos para as yalorixás da casa entrarem.
  4. Cantamos para os babalorixás da casa entrarem.

5. Cantamos para o babalorixá patriarca da casa entrar somente se ele ainda não tiver sido o primeiro a entrar — ou seja, quando a abertura não começou pela saudação ao patriarca.

  1. Saudamos a esquerda: as linhas de Exu, Pomba-gira e Exu-mirim, saudadas no início de cada trabalho, nesta ordem:
    1. Exu Arranca Toco (Pai Edgar) — ponto 880
    2. Exu do Lodo (Mãe Leonor e Pai Gilberto) — ponto 707
    3. Pombagira Maria Mulambo (Mãe Leonor e Mãe Jaciara) — ponto não registrado
    4. Pombagira Dona Pitombeira (Pai Edgar) — ponto 887
    5. Exu Mirim (Egbomi Anderson) — ponto 718
  2. Cantamos o ponto para retirar as esteiras de bater cabeça.
  3. Cantamos para abrir a gira.
  4. Saudamos os orixás da casa:
    • Oxóssi;
    • Xangô;
    • Oyá.
  5. Saudamos o orixá regente do ano em nossa casa.
  6. Cantamos para o orixá que será saudado na gira.
  7. Cantamos para a linha que será saudada na gira.

13. Se o ano estiver regido por dois orixás — como em 2026, com Omulu e Oxum —, cantamos também para o segundo orixá regente da casa.

  1. Saudamos o fechamento da gira.
  2. Saudamos o fechamento do couro: o encerramento espiritual dos trabalhos daquela gira.